“Aladin” é um dos desenhos animados de maior sucesso produzidos pela Disney em 1992. Ele virou clássico e se eternizou na memória de adultos e crianças até mesmo nos dias de hoje, passados 22 anos de sua estreia. É difícil quem nunca tenha assistido — nem que seja trechos — desse filme que virou um marco na História cinematográfica.

Dirigido e produzido por Ron Clements e John Musker, ele conta com participações muito especiais, como a voz do grande ator Robin Williams e teve uma das maiores bilheterias conhecidas até hoje. Porém, a animação conta com alguns fatos pouco conhecidos até mesmo pelos fãs e nós vamos ajudar você a descobri-los agora. Recorde a sua infância com a gente.

01 — Robin Williams como Gênio

Robin Williams desde sempre foi cotado para dar vida ao maravilhoso Gênio. Quando Eric Goldberg criou o personagem e entregou o roteiro aos diretores Ron Clements e John Muskers, eles logo tiveram a ideia de pegar trechos das apresentações de stand-up de Williams para acrescentar aos diálogos, e foi exatamente o que Goldberg fez.

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Então Robin recebeu o convite para dar voz ao personagem e quando ele entrou para fazer o teste, ele riu e imediatamente soube que o Gênio foi feito especialmente para ele, além de perceber o enorme potencial que a animação poderia ter. Goldberg diz que não sabe se esse foi o único fator, mas fez com que o ator assinasse o contrato.

02 — Um príncipe diferente dos demais

Você já reparou que os príncipes dos filmes das Disney nos anos 90 eram muito tradicionais para a época? Uma forma até mesmo machista, já que não havia nenhum indício de que as princesas se interessavam por eles antes de qualquer coisa. Como Branca de Neve, Bela Adormecida ou Cinderela se apaixonaram pelos rapazes se tiveram pouco (ou nenhum) contato com eles?

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Glen Keane, animador principal do personagem Aladdin, queria que isso mudasse e resolveu inovar, fazer uma coisa que a Disney nunca tinha feito antes. Então ele começou a criar um príncipe que fosse engraçado, inteligente, corajoso, astuto e que todas essas características ficassem acima de sua beleza. E foi assim que o personagem surgiu do jeito que é.

03 — Uma voz já conhecida do público

Assistindo ao filme na versão legendada, muita gente fica se perguntando: “De onde é que eu conheço essa voz?”. Aladdin é dublado por alguém que fez parte da infância e adolescência de muita gente, mas que nem sempre é reconhecido. Quem assistiu a série “Três É Demais” (Full House) e se lembra do personagem Steve Hale? Lembrou agora?

O nosso príncipe da Arábia recebeu a voz de Scott Weinger, o mesmo ator que fez o namorado da DJ (Candace Cameron) na famosa série de TV. Brad Kane era o mais cotado para dar vida ao personagem, mas quando a Disney ouviu Weinger como Aladdin, ninguém teve dúvida de que ele era a pessoa certa para o papel.

04 — Ilustrações irreais

No filme “A Bela e a Fera”, os criadores fizeram um grande esforço para dar rostos, corpos e movimentos reais a todos os personagens. Isso foi chamado pelo supervisor de animação Andreas Deja como “realismo cinzelado”. Maçãs do rosto e queixo foram moldados para chegar o mais perto possível de serem realistas.

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Já em “Aladdin”, os ilustradores fizeram questão que os personagens fossem irreais. Por exemplo, Aladdin é composto por dois triângulos entrelaçados, Jasmine é feita toda em formato de pera e Jafar é basicamente um corpo mago com ombros largos em forma de T. Tudo isso aplicado em traços tridimensionais deram vida a todos do filme.

05 — O Retorno de Jafar

A Disney viu que “Aladdin” foi um sucesso estrondoso no mundo inteiro e resolveu dar início a um projeto até então inovador, algo que nunca tinha feito antes. Lançou, em 1994, “O Retorno de Jafar”, a primeira tentativa direta de comercialização de uma sequência para uma animação. Mais uma vez muito bem sucedido, com cerca de 10 milhões de cópias vendidas até 1996.

Nessa sequência, algumas coisas foram mudadas, como a voz do Gênio, por exemplo, que não teve a participação de Robin Williams. Porém, isso não foi o suficiente para estragar o sucesso da animação. Isso foi o pontapé inicial para que a Disney começasse a lançar sequências de suas principais animações, como acontece muito hoje em dia.

06 — Um futuro pós-apocalíptico

Você já ouviu falar que muitos fãs da história apoiam a teoria de que “Aladdin” se passa em um futuro bem distante, pós-apocalíptico? Pois é, essa ideia realmente circula entre os amantes da animação e quem presta bastante atenção no filme acaba percebendo que a Disney jogou algumas “evidências” para fazê-los pensar desse jeito.

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Por exemplo: o Gênio declarou que ficou preso na lâmpada por 10 mil anos e critica as roupas de Aladdin, bem como sua personalidade “tão século 20”. Isso faz com que o personagem tenha nascido em alguma coisa perto de 11.898 d.C., quando a cultura árabe tornou-se dominante na Terra, com um clima do qual somente quem mora no deserto poderia sobreviver.

Além disso, também vemos uma civilização muito avançada, com tapetes mágicos que pairam no ar e voam como um meio de transporte, mutações genéticas que permitiram que os animais pudessem conversar, entre muitas outras coisas. Tudo isso intriga ainda mais os fãs do desenho animado e faz com que eles assistam muitas vezes para confirmar a sua ideia.

07 — Outras alternativas para a vida do Gênio

Como foi dito, o Gênio foi escrito quase que completamente para Robin Williams. Apesar dos escritores Ron Clements e John Musker terem feito tudo se baseando no ator — cachê, organização do tempo, contratos e até estilo de voz —, o chefe da Disney na época, Jeffrey Katzenberg, ainda tinha receios que o ator não fosse aceitar o convite.

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Então, ele insistiu muito para que a equipe fizesse escolhas alternativas. Diante de tanta insistência, outros nomes ficaram engavetados caso Williams não aceitasse. Gênio poderia ter sido dublado por John Candy, Steve Martin, Eddie Murphy, Martin Short, John Goodman ou Albert Brooks. Todos atores fantásticos, mas nenhum se encaixando tão bem quanto Robin.

08 — Aladdin foi inspirado em Tom Cruise

Como dissemos anteriormente, o criador do Aladdin não queria mais um personagem do qual a princesa fosse obrigada a gostar, que não ganhasse a simpatia do público, por isso desenvolveu um príncipe divertido, cheio de tiradas engraçadas e totalmente cheio de personalidade forte. Mas, como não poderia deixar de ser, é claro que ele tinha que ser também bonito.

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Os animadores começaram o modelando ao estilo Michael J. Fox, mas não foi o resultado que esperavam. Então eles voltaram à adolescência e lembraram-se dos filmes do Tom Cruise. Foi assim que o personagem recebeu o tipo sexy do ator, ao mesmo tempo em que carrega um ar divertido, como o de um menino.

09 — Os estilos do Gênio

Na época da gravação, Robin Williams tinha pouca disponibilidade de horário e como ninguém pensava na hipótese de trocar o dublador, tudo teria que ser feito em tempo recorde. Com toda a sua eficácia, foi exatamente isso o que ator fez com toda a maestria: criou vários estilos diferentes de vozes para aplicar ao personagem.

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“Ele sempre nos deu uma grande quantidade de vozes para escolhermos. Ele gravou exatamente como estava escrito, mas com cerca de 20 estilos diferentes. John, Ron e eu levamos todas as faixas para o estúdio e colocamos aquela que mais nos fez rir e que ficou mais adequado ao personagem”, disse o criador Eric Goldberg.

10 — Traços de Al Hirschfeld

Você sabe quem é Al Hirschfeld? Não? Bom, provavelmente você não esteja ligando o nome à pessoa. Todos aqueles desenhos de linhas exageradas que costumamos ver, das criações de Charlie Chaplin aos Rolling Stones, em muitas animações americanas é possível ver o trabalho desse grande artista e caricaturista.

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Todas as formas irrealistas presentes em “Aladdin” foram inspirados em Al Hirschfeld. O supervisor de animação Eric Goldberg queria recriar o trabalho do caricaturista e se sente lisonjeado quando as pessoas reconhecem os traços do artista no filme. Porém, por algum motivo, Hirschfeld não recebeu nenhum crédito por isso.

11 — Rixa de Robin com a Disney não tem nada a ver com dinheiro

Como já comentamos, na sequência “O Retorno de Jafar”, Robin Williams não cedeu sua voz ao Gênio. Começaram então a surgir rumores de que o ator teria sido insultado ao oferecem “apenas” US$ 75 mil dólares como cachê (para um projeto que arrecadou US$ 650 milhões em somente quatro anos). Mas a verdade não é essa.

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O problema seria uma quebra de contrato. Williams permitiu que a Disney usasse sua voz somente para a dublagem do personagem, mas eles liberaram um anúncio publicitário para vender conteúdo relacionado à animação e o ator não gostou. O próprio Robin disse tudo isso à imprensa, mas a Disney não se pronunciou sobre o assunto.

12 — O fim dos atores que precisam ser também cantores

“Aladdin” foi o primeiro filme que declarou o fim de dubladores da Disney que precisavam ser, obrigatoriamente, cantores. Por exemplo, Linda Larkin é a famosa voz da Jasmine que você pode conferir na versão original do filme. Porém, ela nunca cantou nenhuma música atribuída à princesa, que foram todas interpretadas por Lea Salonga.

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Linda Larkin disse que a qualidade dos grandes atores utilizados para a dublagem dos personagens foi o que determinou essa condição e isso era a prioridade da Disney. Eles não se importaram que ela não sabia cantar e a única preocupação da empresa seria achar um ator cuja voz combinasse com a da atriz. E realmente conseguiram.

13 — A voz do Iago

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O engraçado papagaio de Jafar, Iago, recebe a voz de Gilbert Gottfried, mas o ator não foi a primeira pessoa escolhida para dar vida ao personagem. O papel da ave mal humorada foi oferecido primeiramente aos atores Danny DeVitor e Joe Pesci, mas eles recusaram o convite. Então a equipe entrou em contato com Gottfried que se saiu muito bem no teste.

14 — A caixa de objetos

Sabe o vendedor que aparece logo no começo do filme fazendo com que todos se interessem por seus produtos? Você sabia que ele também foi dublado por Robin Williams? Pois é. O versátil ator não mediu esforços para dar vida a outro personagem além do Gênio e, como não poderia deixar de ser, se saiu muito bem nessa tarefa.

Porém, aqueles produtos não estavam no roteiro. Jeffrey Katzenberg usou uma “caixa de segredos”, um baú cheio de objetos com um pano por cima e pediu para que Williams anunciasse o que pegasse primeiro. Foi exatamente assim que ambos conseguiram dar vida ao vendedor, mais um personagem de grande sucesso na animação.

15 — As letras originais das músicas foram alteradas para entrarem na trilha sonora

Todo mundo sabe que o filme começa com a música “A noite na Arábia” na qual um plebeu descreve o que acontece no lugar. Conforme vimos no primeiro vídeo publicado assim, a letra original é: “Venho de um lugar onde sempre se vê uma caravana passar. Vão cortar sua orelha pra mostrar pra você como é bárbaro o nosso lar”.

Porém, o Comitê Anti-Discriminação Árabe-Americano disse que a letra é ofensiva e traz brutalidade implícita, assim como em vários outros aspectos do filme. A Disney então, com a permissão dos compositores, alterou somente a música que virou: “Venho de um lugar onde sempre se vê uma caravana passar. É uma imensidão, um calor e exaustão, como é bárbaro o nosso lar”.

16 — Robin Williams mudou o conceito de dublagem

Você se lembra de algum desenho animado que tenha vindo antes de “Aladdin” que recebeu a voz de famosos como Brad Pitt, Tom Hanks, Billy Crystal, entre outros? Era muito difícil, quase que inexistente, uma animação dublada por nomes reconhecidos no mundo cinematográfico. E a virada total veio com Robin Williams ao dublar o nosso tão querido Gênio.

As celebridades acabaram aceitando e ficando felizes em emprestar suas vozes a brinquedos, animais e seres totalmente esquisitos, personagens esses que foram rejeitados pelas mesmas pessoas durante muitos anos. Foi Robin Williams quem deu um ar de respeito e importância ao trabalho de um dublador, fazendo com que atores reconhecidos quisessem os papéis.

Fonte Mental Floss | Tradução Mega Curioso